Há mais de 70 anos atrás, uma praga mágica afetou os habitantes de Vesper. Uma praga tecida pelas mãos de uma criatura da Escuridão, poderosa e antiga, criado pela culpa, vergonha e a inveja. A origem da peste vermelha está vinculada a um artefato profano vendido em segredo por mercadores de Al’Qarash, que negociavam itens mágicos e raros. O artefato, uma máscara esculpida em ossos diabólicos e coberta por runas pulsantes, carregava a essência de Vorrak’thal, o Semeador da Ruína, uma criatura de poder inimaginável. Quando a máscara foi usada por um curioso estudioso em um vilarejo, a peste foi desencadeada, espalhando-se como fogo selvagem pelas rotas comerciais e terras ao redor.
É isso, meus amigos e amigas desta grande nação RPGista, vamos a mais uma história de Lunatar RPG. Para você que está acompanhando esse processo de co-criação, aguardo seus comentários sobre o que se segue abaixo. Vamos juntos, construir mais sobre a história de Lunatar!
Sinais da Peste Vermelha
A peste afetava todas as formas de vida, transformando tudo o que tocava em algo decadente. Os infectados desenvolviam uma febre intensa e a pele tornava-se avermelhada, coberta por rachaduras que sangravam constantemente. Eventualmente, sucumbiam à loucura, pela falta de alívio ou remédio, rasgavam sua própria pele ou a daqueles que estavam próximos, como uma forma de procurar aliviar a dor. As criaturas infectadas tornavam-se agressivas e deformadas, com carne necrosada e olhos brilhando com um vermelho vivo. Mesmo as plantações secavam e murchavam, com os campos ficando estéreis por até três décadas.

Os vilarejos de Dunhara, Torvald e Emlith – todos na rota entre o Platô Celeste e o Império de Astran – foram os primeiros a sentir o impacto da praga. Dunhara, conhecida por suas ricas terras férteis, tornou-se ambiente inóspito e morto. Em Torvald, a praga extinguiu a linhagem de uma casa nobre local, cujos membros se trancaram em sua mansão apenas para perecerem juntos. Emlith, com sua tradição de criadores de cavalos, viu seus campos transformarem-se em um cemitério.
Os Yu’khan tomam ciência da Peste Vermelha
Quando a praga parecia imparável, um dos legados avançados dos Yu’Khan, uma sociedade resiliente e pragmática de caçadores e eruditos, tomou as rédeas da situação. Sob a liderança de Varyn Coração-Celestial, o Guardião Branco, os Yu’Khan enfrentaram desafios inimagináveis.

Varyn, descendente da linhagem Coração-Celestial, conhecida por sua sabedoria estratégica e habilidades arcanas, não era um simples naturalista. Ele cresceu nos arredores do Império de Astran, e lá recebeu honrarias, aprendendo a arte do combate e da análise tática, combinando conhecimento mágico e prático. Varyn liderou seu povo não apenas com rituais antigos, mas também com uma importante ferramenta adquirida na sua excursão à Ku’Na a Lança da Diligência, que fortalece seu portador, para qualquer que seja seu objetivo, enquanto ele se manter integro.
O líder se viu tentando combater a peste vermelha sem sucesso, e seus amigos de legado caindo e morrendo. Ele se viu livre, talvez, pela Lança da Diligência. Mas foi quando, após um sonho com a Lua Astra, compreendeu que precisaria realizar um significativo sacrifício.
O Ritual
A praga estava prestes a consumir uma vasta região e, em seguida, iria se aproximar do Império, quando os Yu’Khan, liderados por Varyn realizaram um ritual desesperado para conter sua disseminação. Eles drenaram a vitalidade da Floresta de Irithyl, um antigo bosque sagrado, deixando para trás a Floresta Seca, uma terra árida e assombrada por ecos das árvores que um dia floresceram ali.
Tal sacrifício mostrou o nível de determinação de Varyn Coração-Celestial. Sua obstinação aumentou dali em diante e ele decidiu entregar até mesmo sua vida, se necessário fosse, para combater o emissário desta desgraça. Seus aliados, xamãs poderosos, descobriram a origem e a ligação do item a criatura de Escuridão Vorrak’thal.
Vorrak’thal, Semeador da Ruína

Por fim, Varyn liderou um grupo de aproximadamente cem guerreiros, naturalistas e místicos em um ataque final contra Vorrak’thal, que se manifestou em um templo em ruínas. O demônio era uma visão de pesadelo: uma figura inumana com diversos braços e pernas e apenas uma cabeça com inúmeros olhos, bocas e seis chifres gigantescos. Sua pele, escarlate enegrecido que queimavam ao tocar. Seus braços eram anormalmente longos, terminando em dedos que gotejavam um líquido corrosivo. Vorrak’thal podia manipular a realidade ao seu redor, transformando o chão em lama fervente e o ar em uma tempestade de brasas.
Os Yu’Khan, armados com armas adquiridas na Ku’Na, sabiam eu aquele confronto era a sua Na’Ka, por isso enfrentaram Vorrak’thal com total coragem e estratégia. Varyn, em um ato final de sacrifício, canalizou sua própria essência vital para selar o demônio no único item mágico capaz de aprisionar tal poder, na Lança da Diligência, que tornou-se, dali em diante em A Semeadora da Ruína. O selo custou-lhe a vida, mas garantiu a salvação daquelas terras. A lança restou enterrada por anos nas ruínas, próximo aos corpos dos Yu’khans.
Os corpos foram trazidos por legados próximos para o Platô Celeste, onde os restos mortais foram Reenraizados. Suas honrarias, objetos pessoais, tatuagens são levadas por gerações com orgulho. Canções e árvores foram nomeadas em sua homenagem. A Floresta Seca permanece um lembrete sombrio do sacrifício necessário para vencer o mal, a lança, não teve sua localização revelada nem entre os Yu’khans.
E aí, o que acharam? Querem mais sobre Vorrak’thal ou Varyn Coração-Celestial? Me contem nos comentários!
Escrito por Paulo Tarasinschi