E os outros estilos de aventuras de Starfinder!
Com o financiamento coletivo bem-sucedido de Starfinder Segunda Edição, além de termos disponível o Livro do Jogador do sistema, teremos também O Guia da Galáxia para Starfinder, umas das metas atingidas.
O Guia da Galáxia serve como um guia do mestre, mas é muito mais focado em apresentar as muitas possibilidades de aventuras e campanhas que o sistema e o cenário apresentam. Não é um compêndio de regras e explicações e tabelas, com muito mais textos descritivos sobre os planetas, sistemas planetários e… bom… a galáxia.
Pode parecer meio chato, mas não é. A descrição do cenário, no caso, a galáxia, traz muito mais que longos discursos enfadonhos, traz comentários, aspectos históricos, os fatos que ocorreram e suas consequências, os planetas, os seres que vivem lá, as culturas, organizações e corporações, a tecnologia de cada lugar etc.

Uma das partes mais interessantes do livro são suas seções inteiras dedicadas aos estilos de aventuras possíveis dentro do cenário.
Sim, porque quando falamos “ficção científica”, temos um montão de estilos dentro do gênero, e Starfinder foi feito para abraçar e comportar vários desses sub-gêneros.
A Ficção Científica provavelmente deve ser o segundo gênero que abraçou o RPG, desde o seus primórdios, ficando atrás somente da Fantasia (e talvez empatada com o Terror). É impossível falarmos de RPG sem lembrarmos de grandes títulos como Traveller, Star Frontier, Alternity, Mechwarrior, Paranoia e os jogos de Doctor Who, Star Wars e Star Trek (até mesmo Spelljammer!).
Esses pilares do RPG de Sci-Fi abriram caminho para muitos outros cenários e jogos que vieram depois, com propostas e ideias novas e criativas, além de explorarem mais e mais temas dentro do gêneros, muitas vezes com mecânicas, regras, personagens e cenários voltadas especificamente para isso.


Starfinder nasceu com a proposta de ser um RPG de Ficção Científica, com todos os elementos de uma Space Opera, com suas aventuras épicas com heróis audazes, enfrentando vilões malvados e terríveis, tudo acontecendo no espaço, ou num planeta muito, muito distante. Os alienígenas falam um idioma padrão compreendido por todos, a maioria dos planetas tem atmosfera respirável entre outras coisas que tem explicação razoável para manter o ritmo aventuresco de tudo.
E o mais curioso (e divertido) é que Starfinder usa o mesmo cenário de Pathfinder, o mundo de Golarion. Melhor dizendo, a galáxia, o sistema solar onde fica o mundo de Golarion. E os outros planetas! Eles pegaram tudo que já sido publicado sobre Golarion e o sistema solar, avançaram no tempo e ampliaram em escala galática.

A utilização do cenário é magistral, assim como a utilização de elementos de fantasia na FC, onde, além de termos coisas como tecnologia avançada, naves espaciais e viagens interplanetárias, temos também magia!
A Fantasia é um dos estilos (ou subgênero) abordada no Guia do Galáxia, com excelentes discussões sobre como usá-la em campanhas de Starfinder. Pode parecer estranho vermos dragões e armas de raios em uma mesma aventura, mas eles podem coexistir, acredite.

Ao lado desse estilo, temos a Exploração do Desconhecido, aquele clássico do “ir a onde ninguém foi antes”, desbravando e conhecendo novos planetas, sistemas e até novas galáxias e constelações, encontrando novas culturas, civilizações, espécies, ancestralidades e costumes… e entrando em todas as confusões e problemas que isso traz. Um deles inclusive geralmente é “como vou fazer pra voltar pra minha casa daqui?”
Um tipo de aventuras que também está no livro e que é quase um “irmão” da Exploração do Desconhecido é o de Aventuras Estranhas. Entrando mais a fundo no aspecto “alienígena” da FC, temos histórias que mostram o estranho que é estranho mesmo, diferente do que conhecemos, coisas que desafiam as leis da Física e Biologia que estamos acostumados, onde buracos negros levam para outras dimensões e o tempo pode ser dobrado.

E também temos páginas sobre como colocar o Horror no espaço, um subgênero que não podia ser deixado de fora. Afinal, o espaço é vasto e imensamente desconhecido, com uma quantidade incontável de ameaças e terrores, sem falar em todas as formas possíveis de se morrer no espaço. Parando pra pensar… viagens interplanetárias podem ser bem assustadoras…
E o outro estilo de jogo e aventuras que é abordado é o de Guerras e Conquistas, onde os heróis estão em um conflito de escalas colossais, seja estando em um dos lados, defendendo planetas de invasores ou conquistadores, ou pegos no meio de um conflito de dois (ou mais) impérios galáticos, ou até mesmo tentando fugir de uma onda de invasão implacável de uma raça alienígena que está devorando planetas como gafanhotos.
E isso é só uma parte do Guia da Galáxia, que ainda traz mais informações de portos importantes, facções relevantes no cenários e mais seis ancestralidades.
Um livrão que leva as possibilidades de aventuras de Starfinder ao infinito, e além!
Rogerio Saladino,
Capitão da Domenicah, em algum lugar do Império Estelar Azlanti