[Cenotáfio de Saladino] Catálogos de Criaturas

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Conhecendo os Monstros que Espreitam em Cada Masmorra

Com a chegada da versão remasterizada do Livro dos Monstros para Pathfinder RPG 2a edição, os jogadores terão uma nova leva de seus monstros favoritos, com regras atualizadas e históricos reescritos pra melhor se encaixarem no mundo de Golarion.

Ao mesmo tempo, temos também um baita livro recheado de idéias relacionadas a monstros para os jogadores, o que nos faz pensar um pouco sobre o assunto…

Esteja Avisado: Aqui tem Monstros!

A palavra “monstro” vem do latim monstrum, que por sua vez deriva do verbo moneo, que é algo como “lembrar”, “avisar”, “predizer”. É interessante que o termo que representa algum assustador, terrível, estranho e diferente tem em sua origem um significado de aviso.

O monstro seria inicialmente uma coisa que está para nos impedir de fazer algo ruim ou que não devemos fazer? Teria uma função de sinal de cautela ou perigo (ainda maior que ele)?

Desde de sempre, temos medo de monstros. Qualquer cultura na história do mundo tem monstros para nos dar medo. Até mesmo existe um medo irracional específicos de monstros, a terafobia.

Na verdade, somos aterrorizados e fascinados por monstros. Em toda grande narrativa, temos algum tipo de monstro de alguma forma. E tanto que um dos temas igualmente relevantes em grandes narrativas é o de uma pessoas se tornando a pior coisa do mundo, virando um monstro.

Antes até que o Senhor dos Anéis

Uma das primeiras narrativas ocidentais de fantasia seria o poema Beowulf, que influenciou muito do que conhecemos hoje como fantasia e, consequentemente, o que conhecemos como RPG de fantasia. O poema épico foi uma das inspirações para O Senhor dos Anéis e conta os feitos do herói Beowulf, que se ergue a fama ao enfrentar… monstros!

Quando falamos de RPG (e aqui a gente fala muito de RPG, sabe…) é interessante lembrarmos o papel dos monstros no jogo. Não é a toa que os livros de RPG que vendem mais e que criam interesse nos jogadores (depois do livro básico de regras) são os livros de monstros.

Seja como for chamados, catálogos, compêndios, códex, bestiários, os livros de monstros trazem muito mais que criaturas pra matar os personagens dos jogadores, eles trazem uma parte importante do cenário. Monstros com uma boa história e bem descritos podem dar uma cor única para um mundo, até mesmo podendo ser o elemento característico dele.

Criaturas com Personalidade…

Tem dragões nesse mundo? E como eles são? Existem fadas? Como elas são e onde vivem? Um lugar é dominado por um monstro específico? Como isso muda a vida das pessoas por lá? Isso está na história do mundo? Como são as criaturas que um mago invoca? Eu posso ter uma montaria diferente?

Em alguns casos, livros de monstros até mesmo podem trazer opções para os jogadores, opções para se jogar com criaturas diferentes (chamadas por algumas pessoas desinformadas de “monstros”). Em outros casos, uma simples linha de descrição pode servir para formar uma aventura, como “a criatura tem preferência por carne de cavalo” ou “esta criatura não suporta o som de flauta”.

Nos primórdios do RPG, boa parte dos livros de monstros eram pouco mais do que um amontoado de estatísticas e habilidades (roubadas em sua maioria) e poderes terríveis. Com o passar do tempo, eles evoluíram para que suas páginas tivessem mais descrições e que fornecessem mais estilo e caracterização para os monstros neles contidos.

… e Funções Fundamentais

E foram essas caracterizações que os tornaram pilares do RPG, em vários cenários e sistemas. Fica difícil imaginar um cenário sem dragões com temperamentos tirânicos, magos mortos-vivos que guardam sua alma em uma jóia e criaturas do mundo subterrâneo que dominam mentes.

E como seria uma masmorra sem monstros? Ainda teríamos armadilhas e perigos naturais, como deslizamentos, abismos… mas não seria a mesma coisa. Qualquer jogador que se prese espera encontrar pelo menos um koboldzinho ou uma aberração criada acidentalmente por um mago ao entrar numa sala de uma ruína abandonada.

Em alguns casos, livros de monstros até mesmo podem trazer opções para os jogadores, opções para se jogar com criaturas diferentes (chamadas por algumas pessoas desinformadas de “monstros”). Em outros casos, uma simples linha de descrição pode servir para formar uma aventura, como “a criatura tem preferência por carne de cavalo” ou “esta criatura não suporta o som de flauta”.

Pimentas monstruosas

Monstros são como um tempero picante que colocamos na comida. Precisamos dele? Talvez não. Talvez tenha pessoas (ou jogadores) que até prefiram sem. E não há problema algum nisso.

E foram essas caracterizações que os tornaram pilares do RPG, em vários cenários e sistemas. Fica difícil imaginar um cenário sem dragões com temperamentos tirânicos, magos mortos-vivos que guardam sua alma em uma joia e criaturas do mundo subterrâneo que dominam mentes.

Mas não há como negar que monstros dão um novo nível de ameaça e perigo, um toque de medo e horror (dependendo da criatura) e um degrau até épico a aventura ou campanha. Monstros são parte do RPG, assim como heróis e as aventuras.

Monstros estão lá para servir de sinais para nossos personagens. O problema é que a gente demora um pouco pra entender o aviso…

Clique aqui para ir diretamente ao financiamento coletivo de Livro dos Monstros de Pathfinder Remaster!

Rogerio Saladino
Lich élfico arquivista e
colecionador de compêndios.

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