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Deuses pouco conhecidos do Mythós de Cthulhu

Um dos aspectos mais assustadores (se não o mais assustador) da mitologia de Cthulhu é quando temos conhecimento de seus deuses terríveis e de como somos insignificantes diante deles.

Na verdade, usamos o termo “deuses” mais ou menos por falta de algum outro melhor, pois a nossa compreenção limitada só nos deixa entendê-los dessa forma. Seriam criaturas dotadas de poder inimaginavelmente vasto e incrível que a única comparação possível e com seres divinos e deuses.

Dentre esses deuses e divindades, alguns são bastante conhecidos por nós, como o próprio Cthulhu, que tecnicamente até pode não ser um deus, e outros como Dagon (que também pode não ser um deus), Hastur e Nyarlathotep.

Alguns desses já apareceram não apenas nas páginas dos contos e histórias, mas também em RPGs, filmes e até em músicas. Pode-se dizer que seriam os mais famosos.

Mas estão longe de serem os únicos do Mythós de Cthulhu.

Sendo um dos primeiros exemplos de universo compartilhado, Lovecraft incorporou no Mythós as obras de outros grandes autores, como August Derleth, Robert E. Howard, Robert Bloch, Clark Ashton Smith e outros.

Muitos criaram seus próprios deuses (ou divindades) em suas histórias, inspirados por Lovecraft, ampliando ainda mais esse mitologia pavorosa.

Certas divindades podem não ser tão icônicas quanto nosso “querido” Cthulhu, mas são tremendamente interessantes, bizarras e únicas, com histórias de descrições que por si só seriam capazes de render muitas histórias e aventuras.

Então, vamos dar uma olhada nas estranhas e menos conhecidas divindades do Mythós de Cthulhu e ver quais delas você conhece…

MÃE DO PUS

Uma deusa exterior menor, cujo menor nome hediondo já expressa todo o horror que ela evoca, a Mãe do Pus apareceu pela primeira vez na obra de Deelia Bishop, que a chamou de “Portadora das Lágrimas”.

Certas referências aludem a uma conexão da Mãe do Pus com Shub-Niggurath ou uma de suas crias mas nada é muito claro a respeito.

A Mãe do Pus é descrita como uma coisa composta de lodo, gosma, bocas, olhos e tentáculos, numa distribuição que desafia qualquer descrição ou organização.

É dito, ou melhor, sussurrado que a Mãe do Pus está no fundo de poça estagnada, de localização desconhecida, aguardando pelo chamado de sua mãe. Ou de algum outro evento indescritível.

DAOLOTH

Um deus exterior que é tão incompreensível para os humanos que é até mesmo difícil de descrever. Daoloth existiria fora do nosso universo conhecido e, normalmente, pouco interesse tem nele, só aparecendo quando é invocado (o que é tremendamente difícil).

Daoloth pode ser descrito como diversas formas geométricas bizarras reunidas, feitas de uma matéria desconhecida ou que não pode ser compreendida. Estudiosos especulam que essa pode não ser sua forma, mas a maneira como conseguimos entendê-la, aproximando a visão de formas geométricas, que seriam mais familiares para nós.

Se fosse invocado em nosso universo, Daoloth começaria a se expandir em progressão geométrica, pois é infinito em seu interior, até ocupar todo o espaço do universo. Mas caso fosse invocado, seria preemente que fosse expulso imediatamente. E mesmo assim, sua partida causaria um efeito similar a um buraco negro.

Um pesadelo de um professor de trigonometria, criado por Ramsey Campbell.

GHROTH

Também chamado de O Arauto, O Precursor e Estrela Nêmese, este deus exterior criado por Ramsey Campbell tem uma forma bastante peculiar. Ele é um corpo celeste, uma lua ou planeta gasoso, composto de gás, cinzas e ferro vivo, que tem um enorme olho, o qual mantém fechado para não ser descoberto.

Ghroth vaga livremente pelo universo, espalhando sua canção funesta e estranha, que é dito que pode “acordar os mortos”, esses tais mortos sendo os Grandes Antigos e outras entidades que estariam presas ou “mortas” em planetas espalhados pelo cosmo.

Também é atribuído a Ghroth ser aquele que anuncia, ou causa, calamidades e catástrofes de escala global, que destróem um planeta. Não se sabe dizer se tais destruições são intencionais, frutos do despertar de alguma entidade, capricho de Ghroth ou todas as alternativas.

Existe alguma ligação de Ghroth com Azathoth, com alguns estudiosos acreditando que Ghroth poderia ser até mesmo uma faceta de Azathoth, da mesma forma que Nyarlathotep.

CXAXUKLUTH

Este é um deus exterior que é temido e evitado pelos outros deuses exteriores, devido em partes pela sua tendência a matar e consumir tudo que se aproxima dele, incluindo divindades.

Descrito como uma massa de gosma amorfa de onde saem tentáculos imensos, Cxaxukluth está no que seja chama de “profunda cortina da noite”, que possivelmente seria uma região separada do nosso universo.

Essa entidade parece não ter nenhum objetivo ou função além de matar e consumir, talvez sendo apenas um instrumento de destruição ou de entropia.

Rumores e textos dizem que Cxaxukluth seria uma cria de Azathoth, ou de Tsathoggua, ou de Ghizguth, ou de Hziulquoigmnzhah e também é conhecido como K’saksu-K’luth e foi criado por Clark Ashton Smith.

Cxaxukluth também é o nome de uma banda de black metal da Islândia.

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Rogerio Saladino
(também chamado de Sah-lla-Dhym)
Antigo não-tão-Grande

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