[Cenotáfio de Saladino] Pathfinder Kingmaker

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A história do aventureiro que queria ser rei!


Kingmaker para Pathfinder 2a edição já está entre nós! A mega campanha que leva os personagens jogadores a conquistarem seu próprio reino já está impressa e sendo enviada para seus apoiadores do Catarse!

Mas… o que é “Kingmaker”?

O termo era usado na Idade Média para se referir a pessoas importantes da política de um reino que decidiam quem ocuparia o trono quando não havia um herdeiro nobre claro, como um príncipe, quando um rei morria. Foi usado pela primeira vez para se referir a Richard Neville, o earl de Warwick, na Inglaterra do século XV.

A tradução mais direta seria simplesmente “Fazedor de Rei” (o que daria um título bem sem graça), então optou-se por manter o termo original.

Inicialmente publicada como uma trilha de aventuras para a primeira edição do sistema, na revista Pathfinder, Kingmaker continha seis aventuras para personagens do primeiro nível até o vigésimo, com um estilo bem aberto, com eventos que avançavam a história, mas com muita liberdade para os jogadores e o mestre.

Toda a região das Terras Roubadas é apresentada para exploração, com muitas ameaças e problemas a serem resolvidos. Os personagens dos jogadores devem lidar com um líder de bandidos que assola a região, e depois disso (caso sejam bem-sucedidos) recebem o título de “duque”.

A partir daí, os heróis não apenas se aventuram contra trolls e monstros, mas precisam gerenciar seu ducado, decidindo os seus rumos, auxiliado por aliados e seguidores que encontram e conhecem em suas aventuras.

E a história da campanha ainda continua, envolvendo os jogadores e manobras políticas com reinos vizinhos, espiões em seu meio, lichs ancestrais, invasores do Primeiro Mundo e muito mais.

Kingmaker também teve uma versão digital, no excelente (e premiado) jogo Pathfinder Kingmaker, pela Owlcat Games, em 2018, com toda história original transportada com maestria para um game de estilo isométrico (aquele que você vê seu personagem de cima, meio de ladinho), seguindo grandes clássicos anteriores de RPGs, mas com muito, muito mais. O jogo ainda trazia algumas ótimas adições a campanha que foram posteriormente colocadas na versão impressa para a segunda edição do sistema.

Pathfinder Kingmaker usava as regras da primeira edição do PFRPG com algumas poucas adaptações para o meio digital, e era uma ótima forma de visualizar o sistema em ação, além de ter também a opção de gerenciar o reino ao mesmo tempo que corria atrás da trama principal, com boas mecânicas para avanço de personagens, equipamentos, magias e tudo mais que faz um jogo de Pathfinder RPG ser um baita jogo de fantasia.

Kingmaker, a campanha não só reune as aventuras originais (e o material relacionado) como as atualiza para a segunda edição do sistema (que também pode ser facilmente utilizada na versão Remaster), mas também traz elementos que apareceram no game, igualmente atualizados (como os aliados e parceiros que o jogador pode encontrar).

E, assim como o game, a campanha tem uma enorme rejogabilidade, com diversos caminhos que os jogadores (e mestres) podem escolher para a trama principal, opções de personalização e muito mais coisas pro jogadores fazerem.

Perfeito para mestres e jogadores iniciantes que podem precisar ver como é uma boa campanha de RPG, ao mesmo tempo que acomoda todo tipo de personagem com ancestralidades, biografias e classes diversas, incluindo trazendo novas biografias da região.

A campanha Kingmaker tem mais de 600 páginas e é pra lá de completa. Informações e mapas da região e dos seus vizinhos, história do local e seus habitantes, novos monstros e monstros antigos muito bem utilizados, regras novas e como usar as regras do sistema no gerenciamento do reino e até numa eventual guerra!

Um exemplo de campanha com todos os bons elementos clássicos de RPG, com aventureiros desbravando uma região desconhecida e selvagem, enfrentando bandidos e monstros, se enfiando em intrigas políticas palacianas e conseguindo um reino para si (como um certo bárbaro famoso acabou fazendo também).

Tudo isso com uma trama empolgante e emocionante, amparado com informações e regras atualizadas e ágeis, mantendo o ritmo de aventura desde o início até os níveis mais altos.

E vale lembrar que… nem sempre é bom ser rei.

Rogerio Saladino,
Que nunca quis ser rei, mas que aceitaria
um título de “conde”,
só pelo som da palavra…

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